Batom vermelho borrado, minhas bochechas estão manchadas de preto. Sangue escarlate pulsa nas minhas veias, seguem o seu rumo natural, até que uma lesão atravessa o seu caminho.

Por ali sai o sangue carmesim, mancha-me a blusa branca, escorrendo até alcançar a calça jeans e por fim os meus sapatos. Respiro fundo, tentando ignorar a dor massacrante.

Pego outra lâmina para barbear, fecho os olhos por um momento, a vida foi dura, então aperto o objeto cortante contra o meu pulso direito, logo o líquido vermelho escuro escorre pela minha mãe e pinga no piso da sala.

O que ele diria se visse só o sangue no carpete de madeira da sala? Como ele se sentirá quando me ver sem vida, no meio de uma poça de sangue, ali do lado da mesinha de centro?

Meu coração começa a bater cada vez mais rápido, respiro e prometo que tudo vai ficar bem, afinal esse é o meu final, estou indo para um lugar feliz onde não sou oprimida, onde não me sinto o pior ser humano do mundo, todos os meus erros morrerão aqui...

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