Cada vez eu apareço menos por aqui, me pergunto se um dia esse blog vai acabar, acredito que sim, afinal estou me tornando mais independente dessa válvula de escape a cada dia.

Esse último mês foi caótico e eu encarei tudo de cabeça erguida, peito estufado e tomando uma pá desses calmantes naturais, mas que fazem efeito para mim.

Primeiramente, a dívida do meu apartamento foi paga pelo meu advogado e, ao mesmo tempo que eu estou feliz eu também estou me sentindo uma merda.

Eu odeio ficar devendo dinheiro ou coisas para as pessoas, eu realmente odeio as coisas que esse apartamento me fez passar pelos últimos cinco anos da minha vida.

Temo que isso seja um grande golpe e evito pensar nisso ao máximo porque pensar nessa situação me faz chorar feito bebê, não é de alegria ou de tristeza, é simplesmente uma necessidade que me toma...

Próxima coisa: Minha faculdade está um caos, sim, eu passei de semestre direto, mas agora eu fico me perguntando se todo o esforço foi em vão.

No final de junho houve uma demissão em massa dos professores e, bom, os melhores professores foram mandados embora e isso inclui a minha orientadora da Iniciação científica.

Fora isso, eles reduziram a carga horária de aulas e aquilo ali virou um antro de corrupção e de esquerda. Até pensei em transferir, mas as melhores faculdades não tem vaga.

Estou bem desanimada com tudo, por mim eu trancava a faculdade, mas se fizer isso a minha vida vai ficar mais sem sentido. Não que ela não esteja caótica agora, até porque estou chegando no fim do curso e cada vez sinto menos vontade de trabalhar no meio jurídico.

Tirando tudo isso ainda tem a minha mãe que se formou, mas quer continuar indo na faculdade comigo porque se ela não me controlar por inteiro a Terra vai parar de girar e depois de uns dias vai explodir.

Isso é um pesadelo, preferia tomar um tiro na cabeça e morrer de vez (porque Deus me livre ficar presa numa cama paralisada). A nossa relação está ficando doentia demais e eu preciso dar um jeito de sair dessa.

A mais nova aconteceu sexta feira quando encontramos o advogado e ela me obrigou a aplicar o meu dinheiro porque quer usar o juros que ele vai render para alugar um apartamento e sair desse condomínio bosta.

Depois desse dia eu me afastei de TODOS. Desinstalei Whatsapp, Facebook, Twitter e Pinterest. Eu simplesmente não quero falar com ninguém, eu quero me enfiar numa enorme bolha e só a estourar quando as aulas começarem (se é que até lá eu vou conseguir arrumar paciência para conviver em sociedade).

Todos os dias eu penso em morrer, na morte, que, caso você ainda não saiba, eu encaro como um acontecimento feliz (pelo menos para quem morre, porque para os vivos só resta saudade e tristeza).

Escrevi num post it e colei na parede do quarto VOCÊ SÓ VAI MORRER QUANDO MERECER E DEUS QUISER. Pois é, essa é uma das tristes verdades de se viver na Terra: Não controlamos quando ou como vamos morrer.

Enfim...

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