A gente tem a mania estúpida de achar que o nosso problema é sempre o pior de todos, pode ser fútil, bobo, mas na hora do vamos ver, sempre ele é a maior catástrofe do mundo.
Estou em um período de muito amadurecimento, introspectiva, bem anti social também e estaria mentindo se eu dissesse que não estou preocupada com o motivo do meu amadurecimento.
Para outras pessoas amadurecer é normal, necessário para avançar mais uma etapa da vida, mas eu sei que todas as vezes que isso acontece comigo é "Senta que lá vem deserto" (TÁ AMARRADO NO NOME DE JESUS ESSA AFIRMAÇÃO).
O fato é que de uns meses para cá eu ando bem vazia, quando paro para refletir sobre a minha vida até aqui e sobre o que eu desejo do futuro eu me sinto indiferente.
Talvez seja um sinal eu ter voltado a praticar cutting na calada da noite, isso não é legal, mas eu me sinto sozinha, temo o futuro e a dor é a minha válvula de escape.
Doentio, não é? Olha o que o sofrimento faz com os outros e no momento eu até que estou num momento "bonitinho" da vida. Na hora em que eu começo chorar, minha garganta fecha e as lágrimas embaçam a minha vista eu tento pensar em problemas piores que os meus.
O cara que está na rua passando frio, a criança que vende farol no semáforo, o idoso que foi abandonado pela família, a pessoa que está passando fome, os doentes...
Não é uma competição, mas é a minha maneira de conseguir enxergar alguma coisa feliz em meio ao caos. Meus problemas parecem fúteis e irrisórios quando eu penso nessas pessoas e eu me sinto melhor depois de orar por elas.