Cara, eu estou tão puta da vida e eu preciso extravasar. As vagabundas aqui do prédio (lê-se assassina da minha tia que saiu impune porque a minha mãe era uma máquina de fazer cagada na época e a comparsa dela) estão estourando o meu apartamento e o meu advogado está se fazendo de omisso.

Quanto mais a gente avança na faculdade, mais a gente deseja se formar para tirar a carteira da OAB e adquirir a nossa, querida e desejada, capacidade postulatória (não entendeu? Tem outras expressões jurídicas para você não entender).

A minha cabeça, nesse momento, está como uma máquina legal, eu estou numerando os dolos cometidos, analisando que artigo de que dispositivo eu usaria na minha defesa e tentando espantar a raiva para agir racionalmente.

É muito ruim saber aplicar a lei, mas não poder fazê-la de fato porque não terminou a graduação. Agora eu entendo porque nós, do meio jurídico, odiamos nos sentir enganados!

Já ouviu aquela expressão "Quem ri por último ri melhor"? Pois então, eu vou gargalhar tomando uma taça do vinho mais caro enquanto assisto uma maratona de séries e elas estarão chorando porque a justiça tardou, mas chegou.


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