Me lembro do primeiro amor como se fosse ontem, agora que tudo está bem eu finalmente percebi as coisas boas disso tudo. Me lembro que quando tinha 16 anos eu o senti pela primeira vez.
Era diferente de tudo e, confesso que, no início fiquei um pouco assustada com as borboletas no estômago toda vez que ele se aproximava, com a forma como o meu coração batia quando a sua boca estava na minha e com o jeito que eu me sacrificaria por ele.
Aquilo era diferente do que eu sentia pela minha família, do que eu senti pelo meu primeiro amigo e do que eu sentia pelo Edward Cullen. Ele era real e o meu amor era correspondido.
Da mesma maneira, quando tudo terminou eu fiquei abalada de uma forma inédita, achei que tinha sofrido quando o meu amigo não correspondeu na sexta série, quando a minha madrinha foi assassinada ou quando sofri bullying, mas na verdade tudo isso foi uma preparação para esse último ano.
Agora eu percebo que é impossível viver sem amar, esse se sobrepõe a tudo e todos, precisamos amar os outros como se não houvesse amanhã, as vezes somos abusados por conta disso, mas hoje a minha vida não faz mais sentido sem essa palavrinha de quatro letras.
Então sou grata por um dia ter descoberto o amor e ter amado de verdade, isso me fez quem eu sou hoje e, cara, eu sou incrível (só por sobreviver a tudo isso).