Vai chegando o fim do ano e, querendo ou não, fazemos uma retrospectiva do nosso ano, normalmente eu arrumo a casa para o Natal, começo a traçar metas e fico toda nostálgica em novembro.

Esse ano eu evolui muito por um lado, mas involui horrores por outro. A prova disso é esse blog, para quem disse que não exporia mais a sua vida publicamente eu estou fazendo muito errado.

Evolui muito com o término em si, com o bullying que passei e com as coisas que eu tenho passado nesse processo de desapego da minha família.

Por outro lado, até fevereiro desse ano eu podia bater no peito e dizer "Minha última tentativa de suicídio foi no meu aniversário de 17 anos", só esse ano eu tentei me matar três vezes.

Uma no dia em que ele terminou comigo, outra quando ele começou a namorar e, a mais recente de todas, quando a pessoa que eu estava a fim me chamou de gorda inútil.

A verdade é que, agora, eu acredito que nunca vou me descobrir por completo, estou nessa de "Quem sou eu de verdade?" desde 2012! Eu só sei que eu gosto de viver intensamente.

A vida é só uma e, no final, você sempre vai se ferrar, então porque não ser meio louca ás vezes? Tomar aquele porre que te faz esquecer como chegou no sofá, curtir aquele coração partido ao som de Adele, ficar com pessoas que parecem legais e gastar todas as suas economias de meses a fio só para ver o sorriso no rosto de alguém muito especial.

Eu poderia dizer que 2016 foi um péssimo ano, mas só a minha vida sentimental desandou barranco abaixo, nas outras áreas está tudo fluindo e eu sou grata por isso.


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